Polícia Civil investiga 40 casos de crimes cibernéticos

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Polícia Civil investiga 40 casos de crimes cibernéticos; saiba como se proteger

Empresas e pessoas físicas tiveram computadores invadidos. Em um dos casos, vítima pagou R$ 30 mil aos ladrões virtuais.

Uma modalidade de crime tecnológico cresce em escala no país e no mundo, forçando pessoas e empresas a assimilarem prejuízos financeiros e abalos de imagem no mercado. O nome atribuído ao delito ainda não está popularizado, mas o “ransomware” se fará cada vez mais presente na vida da sociedade digital.

Em Porto Alegre, somente na Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI), da Polícia Civil, tramitam atualmente cerca de 40 inquéritos que apuram episódios de crime contra pequenas, médias e grandes empresas locais.

O ransomware consiste na ação de um cracker — indivíduo que quebra e invade sistemas de segurança para obter vantagens pessoais — que criptografa (armazena e codifica) todos os dados que constam em um equipamento, seja um computador ou vários em rede. Absolutamente tudo o que está armazenado se torna inacessível. A vítima pode imaginar, no princípio, que se trata de simples problema técnico. Mas logo surge um link ou uma caixa de bate-papo virtual. Por trás de um avatar, o criminoso anuncia a criptografia dos dados e exige um pagamento de resgate em bitcoins — moeda digital não regulada.

— Em geral, as empresas atacadas no ransomware não têm grandes sistemas de defesa virtual. Já tivemos caso em que o lesado pagou 1 bitcoin. Na época, estava valendo R$ 30 mil. Os criminosos cumpriram o que disseram e descriptografaram (deram uma chave para a vítima recuperar os arquivos) — conta a delegada Luciana Caon, titular da DRCI, revelando a peculiar característica de bandidos que cumprem a palavra e devolvem os dados aprisionados após a chantagem.

Ela explica que os crackers, se identificados, são enquadrados nos crimes de extorsão e invasão de dispositivo informático. Mesmo softwares de segurança mais rigorosos podem ser derrubados. Na maioria dos casos, os crackers se valem de falhas humanas para capturar os dados: cliques inadvertidos em links de origem desconhecida e enviados por e-mails estranhos.

Ao clicar no link, o usuário cede inconscientemente ao criminoso acesso ao banco de dados. O cracker aciona o ransomware, código que criptografa e torna o conteúdo inacessível.

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